terça-feira, 11 de agosto de 2009

Game De Estratégia Sobre A Cabanagem

Game "Cabanagem" serve como nova ferramenta de aprendizagem sobre o maior movimento popular da história do Brasil Um jogo de estratégia 100% paraense será a nova forma de ficar por dentro da história da Cabanagem.

O professor doutor em engenharia elétrica e computação aplicada da Universidade Federal do Pará (UFPA), Manoel Ribeiro Filho, conseguiu recursos para o desenvolvimento de um game sobre o maior movimento popular da história do Brasil, que colocou o povo no poder. Esse foi o único projeto da categoria aprovado no Norte do Brasil e recebeu mais de R$ 113 mil em recursos administrados pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). O jogo já tem uma versão demo disponível na internet, no site
www.larv.ufpa.br e deve estar completo em junho de 2009. Lembrando que o objetivo do jogo é estudar (apesar de não falhar na diversão) e é recomendado como ferramenta de aprendizagem em história, geografia e língua portuguesa. Para jogar é recomendável ter um computador com processador 3.0 GHz, 1 GB de memória RAM e placa de vídeo de 128 MB.

O objetivo do game educativo é que o jogador assuma o papel dos diversos líderes do movimento, como Felipe Patroni, Batista Campos, Antônio Vinagre e Eduardo Angelim. Desse modo, o jogador terá de tomar decisões sobre seus soldados cabanos, equipamentos, instalações e estratégias para alcançar as metas de cada estágio, semelhante a Warcraft e Age of Empires. Parte do jogo é um adventure em terceira pessoa.

O clímax do jogo será a batalha final pela retomada de Belém pelos cabanos na praça das Mercês, que durou nove dias. Nesse momento, o jogo terá recursos sofisticados, como passagem do tempo. Esse evento vai revelar todo o potencial do jogo, como visual avançado, estratégia, história e cutscenes.

Apesar de ter uma estrutura semelhante à de jogos famosos, como Warcraft e Age of Empires, “Cabanagem” está sendo totalmente desenvolvido com softwares (programas) livres. O projeto é acompanhado por professores de história, geografia e física do Núcleo Pedagógico Integrado da UFPA (NPI).

Origem

A idéia nasceu com o trabalho de conclusão de curso de Ricardo Damasceno sobre um jogo de estratégia inspirado na Cabanagem. Manoel Ribeiro foi o orientador do trabalho de Ricardo (hoje mestrando), e convidou-o a fazer parte da equipe, composta por três graduandos e dois mestrandos em engenharia da computação.

Desenvolvimento e Educação

Com o projeto do jogo "Cabanagem", o Pará passa a fazer parte do mercado brasileiro de jogos, atualmente restrito no eixo Centro-Sul do País. Manoel Ribeiro afirma que este trabalho é um desafio capaz de trazer muitas oportunidades. "Com o sucesso do jogo (Cabanagem), outros jogos vão aparecer. Temos muita gente competente e com talento para isso. Esse é o primeiro passo, inclusive, para estabelecer um curso de especialização em design e programação de games na UFPA", comenta.

Alunos do NPI começaram a jogar “Cabanagem” e ganharam um laboratório de informática novo, com 16 poderosas máquinas (processadores dual core, com 2GB de RAM e placas de vídeo de 256 MB) compradas pela Fadesp, fundação que apoia e administra os recursos do jogo. Os alunos do NPI também receberão seis bolsas para monitoria no novo laboratório e participação do desenvolvimento do jogo. Essa parte dos recursos virá do Governo do Estado do Pará.

Fidelidade

Os cenários do jogo são fiéis aos da Belém, capital paraense, na época da revolta, no século XIX. Para isso, os designers de gráficos se basearam em imagens fornecidas pelo arquiteto Flávio Nassar, entre outros arquitetos e historiadores. Alguns cenários foram visitados pela equipe de desenvolvimento do jogo para que fossem reconstruídos, como a fazenda dos irmãos Vinagre, às margens do Rio Acará.

As músicas foram compostas pelo músico Luiz Pardal e as vozes do jogo são dos alunos que fazem parte da Academia Amazônia (projeto na área de comunicação social, também gerenciado pela Fadesp).

Educação divertida

O jogo marca os diversos períodos da revolta, que vão da chegada de Felipe Patroni no Pará e a fundação do jornal "O Paraense", em 22 de maio de 1822. Outros momentos estão em foco, como a adesão do Pará à independência do Brasil e o massacre conhecido como "Brigue Palhaço" (prisão de 256 revoltosos dentro de navios em condições precárias e sob envenenamento). O desenvolvimento da história se dá em três estágios, que marcam períodos distintos do movimento.

Manoel Ribeiro lembra que o ponto-chave do jogo não é mais precisamente jogar e sim aprender. "É um jogo educativo e as pessoas indiretamente estarão aprendendo coisas sobre nosso passado e sobre o presente, como de onde vêm os nomes de ruas e bairros, como Batista Campos e José Malcher. A cada fase haverá uma narração dos fatos que irão acontecer e o que representam", conclui.

Veja o video: Minuto Cabanagem


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Briga Entre Robôs

Vale quase tudo para saber quem é o melhor e o mais forte no mundo dos robôs.

Esportes de robôs podem ser violentos. Por isso, o público humano fica fora. Eles se enfrentam em uma arena, coberta por acrílico reforçado. Nem todos os competidores terminam inteiros. Quem teria coragem de enfrentar o escorpião-robô, com suas serras assassinas?


Um dos obstáculos que os robôs em forma de carros têm que tentar desviar enquanto se enfrentam na arena que tem fogo, martelos, alçapões escondidos. É uma disputa pela sobrevivência e para esmagar o adversário.

A luta de robôs humanóides é uma mistura de boxe, caratê e judô. Vale qualquer golpe para derrubar o adversário.

É o sexto ano em que a Coreia do Sul organiza estes jogos, que podem ser chamados de "A olimpíada dos robôs". Este ano são 1,1 mil participantes - o triplo de 2008 - vindos de dez países e competindo em dez modalidades. É uma chance de testar os avanços da robótica, apresentar máquinas cada vez mais parecidas com a gente e também com outros animais.

Um zoológico-robô mostra a girafa-cibernética, a mosca gigante e outros animais que - felizmente - ainda estão sob controle dos humanos. Já imaginou um bicho desses solto por aí?

Desta competição também podem sair os cientistas que vão construir os robôs do futuro. Já há crianças de 6 anos de idade - dezenas delas - montando seus robozinhos e colocando as máquinas para brigar. São parecidas com aranhas e o objetivo é empurrar os adversários para fora do ringue.

No futebol, os planos são ambiciosos: criar um time capaz de encarar o campeão mundial de clubes dos humanos. O jogo do século e - se depender dos construtores de robôs - já tem data para acontecer: será em 2050.

Entre os robôs, são dois contra dois. É preciso ter canela de aço porque o juiz não marca nada. Até chutar goleiro e bola juntos para dentro das redes pode. O gol valeu. Pênalti aqui não tem goleiro. O robô vai chutar e manda pra fora, com o gol vazio. Esse é o robô bola murcha.

O vermelhinho também bobeou e marcou contra. Mas ele se recuperou e foi o craque do campeonato. Marcou cinco gols.

Veja, em vídeo, o compacto dos melhores momentos, com narração de Tadeu Robô Schmidt.



Fonte: Fantástico